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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A tendência oposta a Deus

Tendo sido cada um de nós escravos do pecado, acreditamos de imediato que as coisas pecaminosas são de Satanás; porém, acreditamos de igual modo que as coisas do mundo são satânicas? Creio que muitos de nós ainda estamos vacilantes com relação a isso. No entanto, a Escritura afirma de modo claro que “o mundo inteiro jaz no maligno” (1 Jo 5:19).Satanás sabe muito bem que, de modo geral, tentar seduzir cristãos verdadeiros através de coisas que são indubitavelmente pecaminosas é vão e infrutífero. Eles geralmente percebem o perigo e escapam. Assim, ao invés disso ele planejou uma atraente rede, cujas malhas são tão habilmente tecidas que enganam o mais inocente dos homens. Nós evitamos concupiscências pecaminosas, com boas razões, mas quando se trata de coisas tão aparentemente inócuas como ciência, artes e educação como perdemos facilmente nosso senso de valores e tornamo-nos vítimas das seduções de Satanás!
Contudo, a sentença de julgamento de Nosso Senhor indica claramente que tudo o que faz parte do “mundo” está em desacordo com o propósito de Deus. Suas palavras, “agora é o julgamento deste mundo”, indicam de modo claro a condenação de tudo o que constitui o kosmos, e não teriam jamais sido pronunciadas, se não houvesse algo radicalmente errado com ele. Mais adiante quando Jesus continua, “agora o príncipe deste mundo será expulso”, Ele não está simplesmente enfatizando a relação íntima entre Satanás e a ordem mundial, mas o fato de que a sua condenação está relacionada com a dele. Reconhecemos que Satanás é hoje o príncipe da educação, ciência, cultura e artes, e que estas, como ele, estão condenadas? Reconhecemos que ele é o verdadeiro mestre de todas as coisas que, juntas, formam o sistema mundial?
Quando se menciona um salão de baile ou um clube noturno, nossa reação como cristãos é de desaprovação instintiva. Para nós isso é o “mundo” por excelência. Quando, contudo, indo ao outro extremo, se a ciência médica ou serviço social estiverem sendo discutidos, tal reação pode ser completamente inexistente. Estas coisas merecem nossa aprovação tácita, e talvez nosso apoio entusiasta. E entre estes extremos, há uma multidão de outras coisas, variando grandemente em sua influência para o bem ou o mal, entre as quais provavelmente nenhum de nós concordaria quanto ao lugar exato onde traçar uma linha divisória. Porém, encaremos o fato de que foi pronunciado julgamento por Deus, não sobre certas coisas escolhidas que pertencem a este mundo, mas imparcialmente sobre todas elas.
Faça um teste você mesmo. Se por acaso se aventurar em uma das áreas aprovadas, então alguém lhe disser: “você entrou em contato com o mundo”, ficaria impressionado? Nem um pouco provavelmente. Seria preciso que alguém a quem você realmente respeita lhe dissesse muito direta e sinceramente: “Irmão, você ficou envolvido com Satanás aqui!” para que você ao menos hesitasse. Não é assim mesmo? Como você se sentiria se alguém lhe dissesse: “você entrou em contato com a educação” ou “você entrou em contato com a ciência médica” ou “você entrou em contato com o comércio”? Reagiria com a mesma cautela que teria se tivesse dito: “você entrou em contato com o diabo?” Se realmente acreditássemos que, sempre que entremos em contato com qualquer dessas coisas que constituem o mundo, nós entramos em contato com o príncipe deste mundo, então a terrível gravidade de estar envolvido, seja como for, com as coisas mundanas, não deixaria de atingir-nos. “O mundo todo jaz no maligno” — não uma parte dele, mas todo o mundo. Não pensemos sequer por um momento que Satanás opõe-se a Deus somente através do pecado e carnalidade nos corações dos homens; ele faz oposição a Deus através de cada coisa mundana. Sim, concordo com você quanto ao fato de que as coisas do mundo são todas em certo sentido materiais, sem vida, intrinsecamente sem poder para prejudicar-nos; contudo, até mesmo isso deveria sugerir por si próprio que elas são resistentes ao propósito de Deus, como é na realidade tudo em que não haja o toque da vida divina.

Fonte: "Não ameis o mundo" de Watchman Nee

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